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Adélia Borges já fez palestras em quase todos os Estados brasileiros e também na Argentina, Austrália, Chile, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, Holanda, Índia, Inglaterra, Japão, México, Panamá, Paraguai e Uruguai. Seus temas envolvem múltiplas facetas do design, com ênfase no design brasileiro e latino-americano. Também profere cursos de curta duração. As conferências e cursos são elaborados de acordo com as necessidades e pautas dos eventos para os quais é convidada.

 

Temas mais frequentes

Entre as palestras e cursos já preparados, os mais solicitados têm sido:

“Design + Artesanato: O caminho brasileiro” (palestra)

Uma radiografia da revitalização recente do objeto artesanal brasileiro. Em comunidades espalhadas pelo país, iniciativas marcadas pelo empreendedorismo e pela inovação social trazem um novo impulso ao desenvolvimento sustentável local. A revitalização decorre da aproximação dos campos do design e do artesanato, atividades historicamente vistas como em oposição e que hoje se complementam, em múltiplas interações. A palestra faz um apanhado das experiências mais relevantes que vêm ocorrendo em todo o país, apontando os seus méritos e também alertando para os perigos que ela pode acarretar quando é feita sem o necessário respeito ao artesão. Trata-se de uma síntese do livro com o mesmo nome.

“Tradição e inovação no design brasileiro” (palestra)
Apresenta um panorama de como o design contemporâneo brasileiro vem bebendo nas tradições do país para extrair delas a inovação. Depois de um tempo com o olhar voltado apenas para o exterior, nas últimas décadas há uma “descoberta” da brasilidade como fator de diferenciação não apenas no mercado local, como também no internacional. São apresentadas criações de designers reconhecidos como Fernando e Humberto Campana, Heloisa Crocco, Marcelo Rosenbaum, Nido Campolongo, Sergio Rodrigues e Rico Lins, e de vários novos talentos, expoentes de um design que tem como características básicas a inventividade e criatividade.

“Design para um mundo solidário” (palestra)
Apresenta um panorama de iniciativas recentes na América Latina, especialmente no Brasil, de ações que buscam recuperar o sentido social do design. No continente latino-americano o ensino de design foi muito pautado pela busca do projeto para a reprodução industrial, mas a região é pouco industrializada, o que provocou uma cisão com o fazer popular. Essas ações recentes estabelecem uma ponte entre o design popular (aqui incluídos o craft design, a tipografia vernacular, as manifestações anônimas de design etc.) e o design erudito. Várias delas têm uma preocupação com a expressão da identidade cultural local por meio do design. O resultado dessas ações comprova como o design pode melhorar a vida das pessoas. A palestra faz um mapeamento das experiências mais relevantes dessa aproximação, apontando os seus méritos e também alertando para os perigos que ela pode acarretar quando é mal feita, sem respeito ao artesão.

“Identidade e diversidade no design brasileiro” (palestra e curso)
À medida que a globalização avança, mais se valorizam nos mercados internacionais os produtos que expressam a sua origem. Esta palestra traça um panorama histórico dessa busca no Brasil, situando as principais iniciativas de gestação de um “design brasileiro”. Aloísio Magalhães, Sergio Rodrigues, Lina Bardi, Zanine Caldas, Maurício Azeredo, Arte Nativa Aplicada, irmãos Campana são alguns dos autores que têm sua produção analisada. A questão é discutida tendo em vista suas nuances regionais e os perigos de uma visão estereotipada sobre o que é ser brasileiro.

“Design e sustentabilidade” (palestra e curso)
O curso apresenta um panorama da produção contemporânea do design brasileiro, tendo como eixo condutor o desenvolvimento sustentável considerado em seu entendimento amplo: ambientalmente responsável, economicamente inclusivo e socialmente justo. O Brasil reúne condições especiais no que diz respeito ao design sustentável, pois existem no país dezenas de recursos naturais que ainda não foram suficientemente estudados e utilizados; há uma tradição popular no Brasil quanto à reciclagem e nas duas últimas décadas vem se fortalecendo uma prática de design vinculado a mudanças sociais. Os exemplos de produtos, vindos das várias regiões do país, foram extraídos de extensa pesquisa elaborada para subsidiar a seleção dos projetos que compuseram a Bienal Brasileira de Design 2010, da qual Adélia Borges foi curadora geral.

“Uma história do sentar” (palestra)
Apresenta um panorama do design de assentos (cadeiras, bancos, poltronas) no Brasil desde o início do século 20 e, ao mesmo tempo, convida a uma reflexão sobre o ato de sentar. A cadeira é talvez o objeto mais explorado pelos designers em todo o mundo – e também é considerado um dos mais difíceis de tratar com competência. Essa peça do mobiliário tem grande importância na cultura ocidental e alto valor simbólico. Por meio dela é possível contar a história do mobiliário, bem como a história da evolução das linguagens estéticas e da evolução da técnica. A palestra dá atenção tanto ao design erudito quanto ao popular, com os assentos anônimos e os indígenas.

“A reinvenção da matéria no design contemporâneo” (palestra)
Discute a questão da sustentabilidade no design contemporâneo, mostrando quais são as suas premissas e como está o uso de materiais desvalorizados ou até mesmo de lixo no design de objetos no Brasil e no mundo desde os anos 90. Para propiciar uma compreensão desse panorama, apresenta um histórico do movimento por uma cultura alternativa de produtos, iniciado no final dos anos 80 em países desenvolvidos, situando suas dimensões ambientais, sociais e ideológicas. A partir de imagens de projetos de designers como os irmãos Campana, Nido Campolongo, Lino Villaventura, Edu e Beth Prado, Daniela Moreau e Renato Imbroisi, mostra e discute a produção recente brasileira.

“As fronteiras do design” (palestra)
O design contemporâneo mostra um cruzar de fronteiras ininterrupto, que vai do modo de produção artesanal ao industrial e ao digital e de volta ao artesanal; do passado ao futuro e vice-versa; do nacional ao global e vice-versa, num sampleado em moto-contínuo de reinvenção. A palestra pontua iniciativas em campos variados, de móveis a objetos, equipamentos, veículos, acessórios, livros, embalagens, luminárias, vinhetas e apresentações para tevê e cinema etc., evidenciando a atual diluição de paradigmas e a condição multidisciplinar do design.

“Lar doce/amargo lar” (palestra)
Apresenta a casa como local de recolhimento e proteção contra um ambiente externo cada vez mais hostil, mas também como um posto de insegurança e de perigos – ideia desenvolvida a partir da exposição “Safety Nest”, apresentada no Museum of  Modern Art (MoMA) de Nova York em 2005. Ensaios fotográficos feitos em várias regiões do Brasil mostram o desejo de beleza e de acolhimento presente mesmo nas residências mais humildes, para muito além do aspecto meramente funcional. Discute os conceitos de lar e de pertencimento.

“Design brasileiro hoje: Rumos e desafios” (curso)
Apresenta um panorama geral da produção do design brasileiro contemporâneo a partir dos critérios normalmente utilizados para a avaliação dos projetos de design, entre os quais inovação, funcionalidade, adequação de uso, identidade cultural e compatibilidade ecológica. O objetivo é duplo: tanto informar sobre a situação do design de produto no Brasil quanto estimular o olhar crítico sobre essa situação e sobre os métodos de avaliação do design. A metodologia do programa pressupõe a exposição dialogada, calcada em exemplos concretos e nas experiências dos participantes. O ideal é a sua realização em cinco dias consecutivos, ocupando apenas um período (manhã, tarde ou noite).

“Crítica e curadoria em design” (palestra)
As exposições de design tiram os objetos do seu contexto habitual – o cotidiano das pessoas – para colocá-los nos museus e galerias. Quais são as peculiaridades dessas mostras? Como elas se diferenciam daquelas dedicadas às artes visuais? Como usá-las para aprofundar a percepção consciente por parte do público a respeito da presença do design em suas vidas? Como os designers podem tirar proveito dessas ações de divulgação? Por que e como transmitir ao público o processo de desenvolvimento de um projeto? O tema é abordado por Adélia Borges a partir de sua experiência de curadoria de mostras em espaços como o Masp, Itaú Cultural, Museu Oscar Niemeyer e Museu da Casa Brasileira, e em cidades como Paris, São Francisco e Tóquio.


Algumas palestras recentes

“Design + Craft: The Brazilian Path”, World Crafts Council International Conference, Chennai, India, October 8, 2012

Design Should Not Be an Esperanto“, Stadsschouwburg Theatre, Seminário What Design Can Do, Amsterdam, 27 de maio de 2011. http://www.frequency.com/video/adelia-borges-s/33391482

Design e os outros 90%“, TEDx AvNaçõesUnidas, 19 de maio de 2012. http://www.youtube.com/watch?v=Yvth-rzT5FA&list=PL55BD232FAB112CF4&index=4&feature=plpp_video

The Value of Crafts“, Victoria & Albert Museum, Londres, 27 de março de 2012. http://www.vam.ac.uk/channel/happenings/live_event/running_with_scissors_design_and_risk_adelia_borges_and_santiago_cirugeda/

“Produção e circulação de tecnologia e imaginários”, Seminário Internacional Terceira Metade, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), 29 de março de 2011.
www.terceirametade.com.br/#/categoria/agenda/seminarios/

“Cabeça, mãos e alma: Reflexões sobre design + artesanato na América Latina”, VI edição dos Seminários Internacionais Museu Vale, com o tema “Homo faber: O animal que tem mãos”, Vila Velha, ES, 19 de março de 2011.
www.seminariosmv.org.br

“Craft, design and social change in Brazil”, Conferência “Brazil: the cultural contemporary”, Royal College of Art, Londres, 21 de janeiro de 2011.
www.formingideas.co.uk/content/brazil-conferences

 

Atividades didáticas

Fundação Armando Alvares Penteado, São Paulo – MBA Gestão do Luxo, professora da disciplina História do Design, desde 2004. www.faap.br

Escola São Paulo – Cursos livres proferidos anualmente, como professora convidada, desde 2008. www.escolasaopaulo.org

Universidade Nacional Autônoma de México, Cidade do México – Seminario-oficina Los Museos y el Diseño – Curadoría y Museografía, pós-graduação em Desenho Industrial, F.A., professora convidada, 2007. www.unam.gob.mx

Centro Universitário Senac, Campus Santo Amaro, São Paulo – Bacharelado em Design Gráfico, professora da disciplina Panorama do Design, 2007. www.sp.senac.br

Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte, Natal – Curso de Especialização em Design Estratégico, professora convidada, 2003. www.farn.br

Centro de Design do Ceará, Instituto Dragão do Mar, Secretaria de Cultura do Ceará, Fortaleza – Curso de Design e Tecnologias Industriais Básicas, professora visitante, no módulo Realidade Regional e Cultura Universal, com 20 horas aula, 1996 a 2002. www.dragaodomar.org.br

Fundação Educacional Jayme de Altavila, Maceió – Curso de Especialização em Design Estratégico, nível de pós-graduação lato sensu, professora visitante, no módulo Panorama Crítico do Design Brasileiro, com 15 horas aula, 2002. www.fejal.com.br

Fundação Armando Alvares Penteado, São Paulo – Faculdade de Artes Plásticas, curso de Desenho Industrial, professora da disciplina História do Design Brasileiro. Desde 1998 e, no momento, licenciada. www.faap.br